Os nossos velhotes precisam de programas de treino de força?


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“Sim é verdade, os níveis de força e a qualidade de vida do idoso estão directamente relacionados. Cada vez mais verificamos a inclusão do treino de força em programas de promoção de qualidade de vida desta população, com o intuito de aumento da força e massa muscular, bem como a manutenção e aumento, mesmo que ligeiro, da densidade óssea. Os programas de treino de força, aparecem ainda associados à prevenção e tratamento de muitas doenças associadas ao envelhecimento como a sarcopenia, a osteoporose, diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, entre outros.               

O treino de força e o aumento desta capacidade física têm sido, igualmente, associados à melhoria da locomoção, equilíbrio e agilidade no idoso. A perda desta capacidade física pode-se tornar vital, pois aumenta o risco de quedas que por sua vez são uma das maiores causas de lesões graves nesta população e que podem levar à morte.

Quando damos a possibilidade ao idoso de realizar um programa de treino de força estamos a contribuir para:

 

 1 – Aumentar a sua capacidade de produzir força;

 2 – Aumentar a sua massa muscular;

 3 – Aumentar a sua taxa metabólica de repouso, que por sua vez vai ajudar a diminuir a percentagem de gordura corporal;

 4 – Melhorar as suas estruturas articulares e tendinosas;

 5 – Melhorar a sua mobilidade facilitando assim a execução das tarefas diárias;

 6 – Diminuir a perda de massa óssea;

 7 – Aumentar a sua qualidade de vida, melhorando consequentemente o seu bem-estar social e psicológico.

 

O planeamento terá que ir de encontro às necessidades e especificidades deste tipo de população e à individualidade de cada idoso.” – PT Jorge Ferreira